Não é um blog. Não é uma coluna. E nem tem a pretensão de ganhar status de obra literária. É apenas uma fonte de distração e exercí­cio acadêmico de uma humilde estudante do 3° perí­odo de jornalismo... Podendo ser, qualquer um destes textos, crônica, conto, resenha, crí­tica... Enfim, qualquer coisa.

Sinta-se a vontade para ler, reler... E gostar. Rá-rá.

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kill yr idols

Meu pai adora Beatles. Ok, ele não é nenhum beatlemaníaco, mas gostava das músicas, tinha uns discos... Ele também tinha um caderno com fotos de atrizes de cinema, como a Elke Sommer, Brigitte Bardot e outras divas da época de infância/adolescência dele.
Minha mãe gostava do Roberto Carlos. Tinha pôsteres dele nas paredes do quarto, quase todos os discos, alguns deles dados pelo meu pai pseudo-beatlemníaco/tarado por divas gostonas do cinema.
Talvez o fanatismo seja genético. Por toda a minha vida, eu vivi cercada de ídolos. Sempre fui fã de alguma coisa, e fazia umas pequenas loucuras por eles... Minha primeira prova de fanatismo, em leve grau, foi a minha pilha de revistinhas da Turma da Mônica, que eu lia e relia todas as noites antes de dormir. Depois vieram as Barbies, videogame, Cavaleiros do Zodíaco, Jordy, Leonardo DiCaprio...
Chego aos 12 anos, no auge do chamado teen-pop. Ahhh, como esquecer a música grudenta da Britney Spears e as boybands?! E foi nessa época que eu me apaixonei por Backstreet Boys. Ou melhor, virei fanática. Comprava tudo que via nas bancas, gravava tudo o que passava na tv, gastava fortunas com cds importados, xingava suas namoradas... Tentava assistir os filmes que eles diziam amar, ouvir as mesmas músicas, comer as mesmas coisas, até se vestir igual (certa vez comprei uma camiseta só porque tinha visto o Nick Carter - o meu preferido na época - com uma com estampa parecida)... Não fiz maiores loucuras, talvez pela pouca idade ou falta de coragem, sei lá... Mas o fato é que eu fui uma Backstreet Maníaca (haha) sim e, sem me desmerecer, numa época em que todos eram maníacos por alguma coisa...
Essa fase passou (ninguém precisa saber que eu ouço os cds do BSB de vez em quando), e apesar de hoje apresentar um levíssimo grau de fanatismo pelos Strokes, não sou mais afetadas por essas manias. E não vejo mais a presença forte de um "ídolo" para a molecada. Sei lá, posso estar por fora, mas não vejo ninguém que possa ser comparado aos grupos pop de 1999. Nem os próprios, que acabaram de lançar um álbum novo, conseguiram manter a perseguição fanática de antes (mas isso é assunto pra outra hora)... Talvez ser fanático por alguém esteja meio fora de moda...
Mas se bem que, convenhamos: num país de Charlie Browns e crianças de boné virado falando como os manos da periferia, é até melhor esquecer mesmo essa coisa... Ahh, que saudades do fanatismo limpo e adolescente dos meus pais...


// 17 setembro 2005 -