Não é um blog. Não é uma coluna. E nem tem a pretensão de ganhar status de obra literária. É apenas uma fonte de distração e exercí­cio acadêmico de uma humilde estudante do 3° perí­odo de jornalismo... Podendo ser, qualquer um destes textos, crônica, conto, resenha, crí­tica... Enfim, qualquer coisa.

Sinta-se a vontade para ler, reler... E gostar. Rá-rá.

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propriedade privada

Amo algo que não é meu. Algo que não é de ninguém. Algo que não é de si próprio e nem será de mim.
Amo algo que já tem dono. Mas não um dono de escritura assinada ou que lhe tenha uma aliança no dedo. Seu cabresto é sistemático. Sua coleira lhe é sentimental e não menos escravizante.
Mas por que amar algo que jamais poderá ser meu!? E por que continuarei a amar?
Porque nada nos pertence. Nem nós mesmos.
Não somos donos de nada. E sim, propriedade de uma única senhora, infinda e incomensurável, inerte e imutável: a vida. Somos escravos dela e de seus caminhos, muitas vezes tortuosos, muitas vezes afáveis. Ela dá as cartas, e a nós cabe fazer a melhor escolha ou a mais dura, dependendo da ocasião.
Continuarei a amar algo que não é meu porque este também não é de ninguém. E nada o poderá fazê-lo ser. Nem de minha propriedade, também.


// 12 julho 2005 -

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