Não é um blog. Não é uma coluna. E nem tem a pretensão de ganhar status de obra literária. É apenas uma fonte de distração e exercí­cio acadêmico de uma humilde estudante do 3° perí­odo de jornalismo... Podendo ser, qualquer um destes textos, crônica, conto, resenha, crí­tica... Enfim, qualquer coisa.

Sinta-se a vontade para ler, reler... E gostar. Rá-rá.

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num fim de noite de domingo

Desde que o mundo é mundo, os serem humanos bocejam quando sentem sono e possuem desejos suicidas quando se vêem sem atividade alguma (de preferência, interessante) para fazer. A essa completa falta de saco, damos o nome de TÉDIO, palavrinha de cinco letras que nem precisaria ser tão chata assim (Afinal, trata-se de paroxítona acentuada possuindo ainda um ditongo)... Mas que o é, especialmente quando usada e deferida em demasia.
Nos séculos passados, talvez a grande arma contra o tédio fosse a filosofia e o trabalho braçal... E convenhamos que esses dois métodos já não são tão aplicáveis assim nos dias de hoje. O tédio provavelmente é algo que assola a humanidade desde os tempos mais remotos, mas que tem estado em voga nas últimas cinco décadas. Depois do advento da televisão, por que a gente ainda precisaria não ter nada pra fazer? E com o computador? E com a internet? E com o orkut, meu Deus do céu!?
Minha geração não é suscetível ao tédio. Não suporta a falta de atividades práticas. Detesta estar com as mãos (ou os músculos) em repouso... Li em algum lugar que é por isso que somos a chamada "Geração Analgésico", queremos uma solução para tudo. Mas... E solução para o tédio absoluto? Por que não existe?
Existir, bem, até que existe (as mídias, o entretenimento e as academias estão aí pra isso). O problema é o que fazer quando TODOS esses mecanismos falham. E você não consegue mais mover uma célula se não for para pensar em tudo que não há para se fazer.
Pensar numa solução para tudo isso pode ser uma forma de aniquilar quem o aniquila... Entretanto, contento-me em escrever esse texto inútil...
Mas, sabe, é melhor dar logo adeus. Vou buscar alguma outra coisa pra fazer porque essas frases aqui também estão me deixam entediada.
Todavia, ao menos pude fingir que tenho algo pra fazer... Pelo menos por alguns minutos.

P.S: Não me responsabilizo pelo que foi escrito. Meu tédio tomou vida própria e escreveu por mim. E eu já soube que o meu tédio é um péssimo escritor.


// 17 julho 2005 -